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VOLTA REDONDA
Cidade quase-grande largada sozinha
No espaço denso das memórias de rua
Agora não sorri mais: há nuvens cercando-a
Vazia de vida; cheia de retratos
A casa oca, ganha seu espaço em instantes
De mudança veio morar em outros, com outros
Os que a carregaram e querem carregá-la
Por entre as estrelas do antigo céu vermelho
Testemunha de rotas seguidas de diversos nomes
Colorido íntimo dado por minério e nuvens
São as mesmas que dão voltas ao seu redor
Neste céu azul e vermelho de Volta Redonda.
SENTINDO-ME POÉTICA 2003
CAPÍTULO: MENOS UMA VEZ
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